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Desafios, oportunidades e novos rumos do setor social debatidos no OPENTALK F3M

2018-05-09

O OPENTALK- Mudamos juntos? realizou-se ontem, dia 8 de maio, no Forum Braga. A iniciativa contou com personalidades reconhecidas e anónimos numa conversa aberta e informal sobre os novos desafios do Setor Social.

Tentar encontrar as respostas adequadas a cada necessidade em cada momento, de forma a acompanhar uma sociedade em mudança constante era um dos objetivos da iniciativa OPENTALK-Mudamos juntos? promovido pela empresa tecnológica F3M.

O evento contou com várias personalidades de reconhecimento público pelo seu rasto de consciência social e ainda com anónimos que todos os dias dão corpo e vida ao setor social.

No primeiro painel, Maria Manuela Miguel, da F3M, reforçou que está na hora das instituições se começarem a diferenciar “pela solução e se queremos respostas novas, que correspondam às nossas necessidades, temos de inventá-las.”

Já Margarida Pinto Correia, moderadora do painel, defendeu que “é bom termos um objetivo e chamarmo-nos inovadores porque nos obriga a procurar novos caminhos”. A diretora de Inovação Social da Fundação EDP destacou ainda que “dar pão tira a fome no imediato, mas não muda a sociedade. Só estaremos verdadeiramente a transformar se interrompermos os ciclos de exclusão e de pobreza.”

Numa conversa em que também participaram elementos do público, abordando exemplos concretos, Gonçalo Lobo Xavier, vice-presidente do Conselho Económico e Social Europeu, sublinhou a importância do trabalho que é desenvolvido pelas instituições e destacou que foram “as instituições que seguraram o país durante a crise que conseguiram que houvesse uma palavra de esperança.”

Por sua vez, Pedro Fraga, CEO da F3M, admitiu que a tecnológica “é a empresa que é porque trabalha com o setor social”, realçando, no entanto que pelo facto de o setor não se dar a conhecer “há uma falta de reconhecimento das entidades do setor social enquanto marca, uma vez há pouco conhecimento sobretudo dos mais jovens, da economia social”.  

A criação de um ambiente que forme cidadãos integrais foi um dos motes do reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, destacando que é objetivo criar “um ambiente capaz de assegurar a educação integral das suas pessoas e não só as qualificações técnicas, que possam ser complementadas com outras valências que tornem as pessoas despertas, atentas, socialmente intervenientes, cidadãos de corpo inteiro.”

A fechar o painel, Nuno Reis, Presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), reforçou que os estudantes veem o setor social muito na perspetiva do voluntariado, lamentando que não exista “acreditação das experiências de voluntariado é feito pelos alunos, o que poderia ajudar a aumentar a participação dos jovens.”

O segundo painel do evento foi marcado pela forte participação e intervenção dos elementos do público. 

Alexandra Camacho, da Turnarround Social, defendeu a importância de as entidades “procurarem fontes de financiamento” e de aproveitarem “os recursos tecnológicos, ao nível da gestão, para serem ser cada vez mais sustentáveis.” 

Por sua vez, Mafalda Teixeira Bastos, em representação da Associação Vida Norte, referiu que “o grande desafio é transformar mentalidades, combatendo o estigma de quem trabalha na área social. Deve-se lutar, porque quem trabalha na área social não deve ter de fazer uma opção ao saber que escolhendo a área social vai ganhar menos e ter menos regalias.”

O impacto as tecnologias no terceiro setor foi um dos temas em debate. Sobre este tópico, Pedro Fraga, CEO da F3M, afirmou que “as entidades já utilizam as novas tecnologias, mas agora o desafio é saber como as utilizar para fomentar a sustentabilidade das instituições”, realçando ainda que “a aptidão pelo uso da tecnologia nesta área tem vindo a melhorar.” No mesmo sentido, Nuno Reis, considerou que se deve “discutir e avaliar a importância de utilização das novas tecnologias, nomeadamente em questões fundamentais, como a sua utilização na saúde, na prevenção de desastres ambientais, segurança e ciber segurança, gestão de energia e para combater as desigualdades sociais.”

A iniciativa terminou com um painel dedicado à capacitação das pessoas que integram o setor social.

Na sua intervenção, Firmino Marques, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Braga assumiu que “é necessário a governação local estar no terreno, a conhecer as necessidades e a ajustar soluções juntamente com o governo.” 

Na mesma senda, Filipe Cruz, Gestor de Formação da F3M, defendeu que as necessidades devem ser solucionadas no plano de formação que as empresas oferecem aos seus colaboradores, sublinhando que nem sempre estas contêm o conhecimento necessário para a área de negócio em que atuam.

Num panorama mais jovem, a U. Dream, pela voz de Diogo Cruz, defendeu a ideia de que “é importante perceber que podemos mudar o mundo” com o nosso conhecimento, sendo essencial dedicarmos um pouco do nosso tempo de forma a ajudarmos quem mais precisa. Baseando-se nesta filosofia, Ricardo Sousa, da Synergia, afirmou que os “jovens são herdeiros de problemas e agentes de mudança, pois eles não são o futuro, são o presente do país” e é essencial que eles percebam o poder que tem. Também Carlos Videira, Ex-Presidente da Associação Académica da Universidade do Minho, realçou que “os estudantes podem ajudar e vemos isso no aumento de dissertações sobre este setor e na procura de cursos de economia social”.

O OPENTALK F3M foi organizado em parceria com o Município de Braga, Universidade do Minho e a U.DREAM num apelo sobretudo à mudança e à participação e ação da sociedade. 

 

 

 

 

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