Especialistas e profissionais do setor social debatem impacto da pandemia

2021-01-13

Analisar e debater o impacto que a atual pandemia de COVID tem tido no bem-estar psicológico dos dirigentes e trabalhadores das entidades do setor social foi o principal objetivo de uma sessão virtual que a F3M realizou no passado dia 29 de dezembro. Profissionais e instituições têm estado na linha da frente no combate à propagação do novo coronavírus, assegurando a proteção e os cuidados em respostas sociais de todo o país, frequentemente junto de grupos mais debilitados e, por isso, mais afetados. 

A iniciativa contou com a participação de um importante leque de oradores, com experiência e conhecimento aprofundados no setor, dos quais se destacam Ana Gomes, Coordenadora da Comissão Nacional de Coordenação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, em representação do Ministério do Trabalho e Segurança Social, e Maria João Quintela, Consultora da Direção-Geral da Saúde e Presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia.

Na mesa redonda contamos ainda com a participação de outras personalidades da área social, nomeadamente Filomena Araújo, Presidente da UDIPSS Viana do Castelo, Horácio Felix, Presidente do Centro Social e Paroquial Nossa Senhora da Luz (Torres Vedras), incluindo a Psicóloga Adriana Paiva e Maria Manuela Miguel, Manager da F3M.

Num momento delicado que o setor atravessa, torna-se de maior relevância a organização de fóruns que permitam levantar estratégias e partilha de experiências. Deste fórum podemos destacar algumas ideias chave das quais destacamos:

•1• A Pandemia trouxe vários desafios e dificuldades. Importa retirar o melhor deste ano e integrar as novas aprendizagens no futuro. 

•2• Num setor onde se trabalha de pessoas para pessoas, a humanização e empatia tornam-se num aliado para ultrapassar os obstáculos.

•3• É um enorme desafio em aplicar no terreno, nas organizações todas as recomendações gerais. 

•4• As estruturas de apoio, como as UDIPSS,  assumem o papel de facilitadores na mobilização de parcerias, na construção de novas formas de trabalhar em rede e fomentam um diálogo transversal e integrado.

•5• As organizações são desafiadas a agir rapidamente e a reforçar a autoconfiança durante as suas intervenções.

É imprescindível dotar os utentes, as equipas e as organizações de fatores protetores para fazer face aos fatores de risco e apostar em recursos para melhorar o bem-estar e estrutura psicológica dos envolvidos.

Esta sessão marca o início do trabalho em rede e da criação de um espaço de partilha, discussão e desenvolvimento de recursos e estratégias.

Veja ou reveja os testemunhos dos oradores.

         

 

 

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