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F3M lidera projeto inovador de recolha de imagens clínicas

2018-02-22

A F3M lidera um projeto inovador de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico em parceria com a Fraunhofer Portugal, associação fundada pela Fraunhofer-Gesellschaft (Alemanha), a maior organização de investigação aplicada na Europa.

O projeto, MpDS: Medical Pre-diagnostic System, consiste em desenvolver uma solução única no mercado, que junte smartphones com lentes de magnificação e que vai poder ser utilizada por médicos e outros profissionais de saúde na deteção e tratamento precoce de doenças emergentes, como o cancro cutâneo, ou de problemas de saúde pública, como é o caso das úlceras de pressão, que afetam anualmente milhares de portugueses.

A grande inovação desta solução reside no facto de permitir não só a recolha e captura de imagens clínicas, mas também fazer a sua análise automática. As fotografias obtidas e o respetivo relatório de análise serão depois acedidos por médicos especialistas, evitando a necessidade de consultas presenciais e tornando o processo de diagnóstico e definição de tratamento bastante mais rápidos. Esta solução pode, por isso, trazer maiores benefícios para populações longe dos grandes centros urbanos, com menor acesso a especialistas. 

Outra grande vantagem da nova solução reside no facto de poder auxiliar os profissionais de saúde a analisar amostras de sangue e a rastrear e a monitorizar sinais e úlceras cutâneas, podendo ser utilizada em diversas áreas da saúde, nomeadamente em Dermatologia, Oncologia, Cirurgia Plástica, Hematologia e Infeciologia. 

A ferramenta, que garantirá imagens de alta qualidade, em tempo real, será intuitiva e de fácil utilização por parte de médicos e clínicos não especializados, sem recurso a formação ou treino específico.

A nova ferramenta será também um importante recurso para otimizar os serviços de saúde, quer públicos, quer privados. Por um lado, além de apoiar o diagnóstico clínico, esta solução vai permitir uma diminuição no número de consultas presenciais e, dado o diagnóstico precoce, reduzir o número de casos clínicos que retornam às consultas de especialidade. Além de mais eficiência, será um recurso de baixo custo, o que garantirá um maior acesso por parte das unidades de saúde.

Refira-se que, em Portugal, o cancro cutâneo corresponde a um terço da totalidade dos cancros detetados e, segundo dados da Direção Geral de Saúde, estima-se uma prevalência média de úlceras de pressão de 17,5% em serviços de Medicina, sendo cerca de 95% dos casos evitáveis através da identificação precoce do grau de risco. A inclusão desta solução permitirá por isso reduzir os encargos financeiros do Serviço Nacional de Saúde (SNS) alocados ao internamento e readmissões. Por outro lado, o envolvimento por vezes da especialidade Oncologia no tratamento destes problemas, torna-se ainda mais complicado, principalmente em zonas afastadas dos grandes centros urbanos. De acordo com um estudo realizado, apenas existem no SNS, 59% dos recursos necessários estimados a nível nacional.

 

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